E aqui estou eu… Mais uma vez! Como todos os dias...
Olho à minha volta e só vejo olhos abertos, abertos, sim, mas que nada veem, ou então fingem que não veem.
Esta é a verdade, o ser humano está constantemente a queixar-se de tudo, o que tem e o que não tem, o que quer e o que não quer. Nunca está bem como está! Só consegue estar bem onde não está, só quer ir para onde não vai.
Mas afinal, para onde caminhamos nós?! Será que caminhamos? Morrer não é parar, é deixar andar. E o ser humano limita-se a deixar andar. Enfim, temos consciência de que o mundo está mal, de que a sociedade pouco a pouco está a perder o controlo, mas realidade é que não são palavras ou lamentações que vão mudar alguma coisa, não são! É preciso querer, é preciso dedicação, tempo, por parte de todos. Sozinhos não conseguimos!! Digam o que disserem, escrevam o que escreverem. Os seres humanos estão cegos, já não veem, fecham os olhos ao difícil. Limitam-se ao simples e eliminam o que “dá trabalho”, porque, na realidade, o problema das pessoas é que viver dá trabalho, fazer pela vida dá trabalho.
Nós vivemos com duas simples opções: ou fazemos pela vida, ou fazemos pela vida.
Difícil escolha, não? Mas é assim que tem que ser, ou então, não saímos do sítio. E nós temos que sair do sítio, alargar horizontes… Conseguem perceber? Tem que haver de parte a parte a sensação de um entendimento e uma vontade enorme de querer, de fazer para. O Mundo está nas nossas mãos, humanos!!! Mudá-lo está em nós!
É importante relembrar ou não esquecer, (como preferirem), que a vida é uma passagem e o futuro? Esse vem depressa.
Joana Teixeira, 13-03-2015
Na senda das palavras
O mais difícil não é escrever muito: é dizer tudo, escrevendo pouco. Júlio Dantas
quarta-feira, 25 de março de 2015
segunda-feira, 16 de março de 2015
Voltar…
Camões renasce no século XXI
É como renascer, acordar num mundo diferente…. Olho à minha volta e tudo o que vejo desconheço, vejo coisas que nunca antes vira, coisas que nunca imaginem que As pessoas… Povo egoísta, narciso, falso. E quando finalmente há inclusão (social) eu só vejo exclusão. Como é que é possível?
Agora que já não existem diferenças a nível dos grupos sociais, as pessoas afastam-se, distanciam-se cada vez mais e mais… E esta juventude? O que é isto?! Dependentes destas “coisas”, destas máquinas. Mas com que objetivo? Não sei qual é e estou bastante longe de o decifrar. Não sei se quero. Sinceramente, prefiro ficar na ignorância, na pura ignorância. Como é que as pessoas conseguem ser felizes? Sem papel, sem tinta, sem pena, sem emoção, sem verdade. Tão perto umas das outras e ao mesmo tempo tão longe… E o amor? Este sentimento que me continua a percorrer o sangue… Onde está? Está nas máquinas? Mas afinal… Sente-se ou pesquisa-se? Eu não amava só com o papel, com a tinta, com a pena, com a insegurança, com a tristeza e com a felicidade. Eu amava com TUDO o que tinha e o que não tinha. E agora? Ama-se com o quê? Com pedaços de plástico? E quem se ama? Onde está a minha mulher petrarquista? A minha neve de cabelos d’ouro, coberta de rubis e de pérolas, fermosa, com um olhar sereno e humilde, claro e encantador. Onde está? Por onde quer que passe, aonde quer que vá só me deparo com “amostras” de mulheres indiscretas, desinteressantes, vulgares. A minha caravela desapareceu. Foi substituída. Substituída por pássaros brancos de fogo, gigantes, que fazem ruídos estranhos e carregam pessoas, centenas de pessoas. Não sei onde estou. Não quero saber onde estou. Só quero voltar a cair de sono e acordar, acordar no meu Mundo!
Joana Teixeira, 7-03-2015
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