O mais difícil não é escrever muito: é dizer tudo, escrevendo pouco. Júlio Dantas
segunda-feira, 16 de março de 2015
Voltar…
Camões renasce no século XXI
É como renascer, acordar num mundo diferente…. Olho à minha volta e tudo o que vejo desconheço, vejo coisas que nunca antes vira, coisas que nunca imaginem que As pessoas… Povo egoísta, narciso, falso. E quando finalmente há inclusão (social) eu só vejo exclusão. Como é que é possível?
Agora que já não existem diferenças a nível dos grupos sociais, as pessoas afastam-se, distanciam-se cada vez mais e mais… E esta juventude? O que é isto?! Dependentes destas “coisas”, destas máquinas. Mas com que objetivo? Não sei qual é e estou bastante longe de o decifrar. Não sei se quero. Sinceramente, prefiro ficar na ignorância, na pura ignorância. Como é que as pessoas conseguem ser felizes? Sem papel, sem tinta, sem pena, sem emoção, sem verdade. Tão perto umas das outras e ao mesmo tempo tão longe… E o amor? Este sentimento que me continua a percorrer o sangue… Onde está? Está nas máquinas? Mas afinal… Sente-se ou pesquisa-se? Eu não amava só com o papel, com a tinta, com a pena, com a insegurança, com a tristeza e com a felicidade. Eu amava com TUDO o que tinha e o que não tinha. E agora? Ama-se com o quê? Com pedaços de plástico? E quem se ama? Onde está a minha mulher petrarquista? A minha neve de cabelos d’ouro, coberta de rubis e de pérolas, fermosa, com um olhar sereno e humilde, claro e encantador. Onde está? Por onde quer que passe, aonde quer que vá só me deparo com “amostras” de mulheres indiscretas, desinteressantes, vulgares. A minha caravela desapareceu. Foi substituída. Substituída por pássaros brancos de fogo, gigantes, que fazem ruídos estranhos e carregam pessoas, centenas de pessoas. Não sei onde estou. Não quero saber onde estou. Só quero voltar a cair de sono e acordar, acordar no meu Mundo!
Joana Teixeira, 7-03-2015
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