quarta-feira, 25 de março de 2015

Mundo Cego

E aqui estou eu… Mais uma vez! Como todos os dias...
Olho à minha volta e só vejo olhos abertos, abertos, sim, mas que nada veem, ou então fingem que não veem.
Esta é a verdade, o ser humano está constantemente a queixar-se de tudo, o que tem e o que não tem, o que quer e o que não quer. Nunca está bem como está! Só consegue estar bem onde não está, só quer ir para onde não vai.
Mas afinal, para onde caminhamos nós?! Será que caminhamos? Morrer não é parar, é deixar andar. E o ser humano limita-se a deixar andar. Enfim, temos consciência de que o mundo está mal, de que a sociedade pouco a pouco está a perder o controlo, mas realidade é que não são palavras ou lamentações que vão mudar alguma coisa, não são! É preciso querer, é preciso dedicação, tempo, por parte de todos. Sozinhos não conseguimos!! Digam o que disserem, escrevam o que escreverem. Os seres humanos estão cegos, já não veem, fecham os olhos ao difícil. Limitam-se ao simples e eliminam o que “dá trabalho”, porque, na realidade, o problema das pessoas é que viver dá trabalho, fazer pela vida dá trabalho. 
Nós vivemos com duas simples opções: ou fazemos pela vida, ou fazemos pela vida. 
Difícil escolha, não? Mas é assim que tem que ser, ou então, não saímos do sítio. E nós temos que sair do sítio, alargar horizontes… Conseguem perceber? Tem que haver de parte a parte a sensação de um entendimento e uma vontade enorme de querer, de fazer para. O Mundo está nas nossas mãos, humanos!!! Mudá-lo está em nós!
É importante relembrar ou não esquecer, (como preferirem), que a vida é uma passagem e o futuro? Esse vem depressa. 

Joana Teixeira, 13-03-2015

3 comentários:

  1. Que texto fantástico!!!

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  2. Um bom retrato da sociedade em que nos encontramos. Parabéns!

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  3. Como diria o nosso querido José Saramago, no Ensaio sobre a Cegueira “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.”
    No seguimento desse pensamento, penso que não devermos estar cegos… apenas olhamos sem ver e das poucas vezes que vemos, nem sequer reparamos.
    E sim … o tempo passa de forma estonteante!
    Para quando novo texto?

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